Falta um SAC nas redes sociais!

sac nas redes sociais

Em 11 de novembro, o YouTube sofreu uma instabilidade e ficou por cerca de duas horas fora do ar. Pelo Twitter, eles confirmaram a queda:

YouTubers que ganham dinheiro com a ferramenta reclamaram, e um post do Felipe Neto dizendo que perdeu mais de R$ 17 mil com essa queda não só viralizou, como virou meme e foi amplamente criticado – considerando-se que há famílias no Brasil que não somam este valor após um ano de trabalho.

Um dos que ironizaram foi a dupla de jornalistas de esquerda Galãs Feios, que mantém um canal com vídeos e lives diariamente e, no dia seguinte à queda, entrou com a live “Em 2 horas perdemos 17 reais. Inaceitável”. Eles hoje têm 400 mil seguidores e, em alguns trechos do vídeo, selecionados a seguir, contaram como é o relacionamento que conseguem ter com a plataforma, o tipo de atendimento que recebem e como precisam “prever” o que pode ser ou não feito nas redes, especialmente com a constante mudança de algoritmo:

 

 

Falando sozinho

Se é difícil para quem tem 400 mil seguidores, imagine para contas menores, que diariamente buscam divulgar seus serviços e produtos nas redes, ou mesmo vendê-los, mas dependem de regras não claras e punições sem explicações – pior: uma vez que sua conta é punida, de qualquer forma, não há uma explicação clara do que houve, não há uma previsão de retorno do funcionamento da conta e não há com quem falar! Não existe SAC nas redes sociais.

E, não, SAC não é ultrapassado, ao contrário: ter um serviço que ouve o consumidor é essencial para mostrar que você está preocupado com ele. Não são apenas os usuários que dependem das redes sociais; as redes dependem das pessoas. Se todo mundo resolver abandonar uma rede num determinado dia, ela vai à falência. Sim, é via de mão dupla!

Algoritmos mudam o tempo todo, sem grandes explicações; os profissionais de redes sociais precisam trabalhar com tentativa e erro o tempo todo para conseguir o mínimo de sucesso. Especialmente no Instagram, palavras são banidas frequentemente, então se você usar uma hashtag com a palavra banida, seu post simplesmente não aparece nas buscas; ele é inferiorizado no feed.

Já vimos contas serem bloqueadas sem explicação, e ao pedir para que a atitude seja revista, você ganha uma mensagem automática de agradecimento, sem ter a menor ideia do que vai ou não acontecer. Também já vimos vídeos banidos por causa de músicas que a própria rede disponibiliza – oras, se eles oferecem a música, por que travam o vídeo depois?

Então, não, não é “só publicar”, e seria muito mais fácil se as redes tivessem políticas transparentes e um canal aberto de comunicação com quem as utiliza.